Escapismo em sua forma literária

Para uma guria que veio do interior com seus 14 anos de idade, nascida da literatura de Monteiro Lobato com uma mistura excêntrica de versículos longos da Bíblia na tradução de Almeida Antiga, a escrita sempre teve um “quê” de importância na minha vida. Enquanto enfrentava a cidade grande com o coração na mão e toda a coragem que eu tinha estampada no meu rosto, eu escondia diários que contavam a não tão doce verdade sobre a Capital e que, também, diriam a maravilhosa verdade sobre o Mundo. Diários que hoje me transformariam em uma super heroína se houvesse uma fusão da Marvel com a DC ou talvez uma personagem de um pseudo-crossover de Amy-Sherman Palladino e Shonda Rhimes – que ironia!.

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Agir naturalmente.

Olhando umas fotos antigas, eu me deparei com um questionamento pertinente devido a um pensamento frequente que tive.

“Puts, eu gostaria de ter curtido muito mais” foi o pensamento. Tentei desconstuir ele por uma boa meia hora. Pensei, pensei, pensei. Depois de uns bons quarenta minutos tendo crises de ansiedade por não estar chegando a lugar nenhum, obtive um estalo bem claro na minha cabeça. “Eu tentei agir naturalmente em todas essas ocasiões”.

Esse teria sido meu erro.

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O interior de mim.

Eu moro em São Paulo faz alguns anos e eu sempre me perguntei o porquê chamar as cidades pequenas que ficam fora da área da capital de interior.

Após anos de grande dúvida e muita terapia, eu comecei a entender que a capital que eu morava me deixava louca, não me dava espaço, tempo e amor. Sessões nas quais eu passava uma hora e meia falando e tagarelando o porquê eu ainda estar ali e morar naquele lugar que me deixava insanamente pirada, que não me agradava quando eu sentava para refletir o rumo de que minha vida estava tomando e quando voltava pra casa pensando no quanto eu cresci ali, o quanto aquilo me fazia feliz e, ao mesmo tempo, vazia.

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