2016, obrigada por me fazer tomar no cu

2016 foi um ano difícil, um ano que eu tive poucas certezas – mas as que eu tive, eram tão certas que já tinham se fundido a mim e tornado um pedaço do que eu sou. Eu relutei muito nesse ano, falei coisas que eu não devia e orei com vergonha, com saudade, triste, alegre e cansada. Deus iluminou meu ano e colocou pessoas maravilhosas no meio da minha jornada, do mesmo jeito que tirou elas da minha vida. Com essa mesma facilidade, eu fiz amigas incríveis que me fizeram rir em um dia o que eu não ria em um mês. Eu chorei de alegria, de tristeza e principalmente de ódio – me desculpa, eu juro que vou melhorar.

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Sobre relacionamentos.

Eu estou encarando esse quadrilátero branco e cinza mais tempo do que o normal. Me pediram pra tentar rascunhar algo sobre relacionamentos/amor e a única coisa que eu consigo pensar é o quão frustantes relacionamentos podem ser apenas por esse título. Re-la-ci-o-na-men-to. Na-mo-ro. Puts, que complicado. Mas, depois de vários desta espécie frustados e uns bons tombos de vida real, eu consegui teorizar algumas coisas e aplicá-las a vida real.

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Caixinha de Bombom e os Fragmentos de Mim.

Eu nunca fui de me posicionar politicamente, muito menos sair por aí dizendo o que acho de religião e afins. Mas essa teoria se aplica perfeitamente ao que eu penso sobre Mundo.

E…

imagesHá alguns dias atrás eu escutei uma teoria que consegue exemplificar tudo o que eu sempre pensei: podemos ter as duas/três/quatro caixas de bombom. Somos feito de uma mistura de vários fatores, psicológicos e externos, e esses fatores normalmente vem bombeados com nomes de grandes teorias. A sociedade faz com que, assim que aprendemos a ter algum senso de criticismo e linha argumentativa, sejamos obrigatoriamente forçados a escolher um lado. Eu não preciso ser feminista ou machista para entender o que é, basta eu ler, entender, compreender, nada impede eu aceitar os dois. Nada impede de eu pegar para mim ambos os conhecimentos. Eu posso ter as duas caixas de bombom.

Teoria: existem duas caixas de bombom na sua frente. Você precisa escolher uma. Enquanto uma é Garoto, a outra é Lacta. Você gosta dos bombons existentes em uma só caixa e repudia os da outra? Sempre vai ter bombons que você não gosta em ambas as caixas e terá bombons que você vai amar. E você pode ter as duas caixas, é só não torcer o nariz para os bombons da Lacta, entendeu?!

Quando eu coloco isso na minha vida, tento pensar que não sou feita de um só eu. Eu sou feita de uma junção de pequenos fragmentos de “eu”, e isso me faz rockeira, skatista, funkeira, do sertanejo, do reggae, da vida. Eu não preciso me limitar a uma só coisa, quando eu posso ser um pouco de tudo.

O que eu estou tentando falar pra vocês talvez seja o maior cliché já existente na face da terra, mas não custa falar de novo. Não se limitem. Não tracem bordas e fronteiras para a existência de vocês, seja quem der na telha, se desdobre, viva. Experimente.

Vivam na própria pele.

ASSINATURA

PS: Obrigada, @ellorahaonne, que compartilhou comigo a linda teoria da caixa de bombom.